A Arquidiocese de Aracaju divulgou nesta terça-feira, 6 de janeiro, uma Circular direcionada aos párocos e administradores paroquiais em processo de transferência. O documento tem como objetivo oferecer orientações pastorais, canônicas e administrativas para que esse momento seja vivido com organização, serenidade e espírito de comunhão eclesial.
Na Circular, a Arquidiocese recorda que o Código de Direito Canônico estabelece critérios claros para o exercício do ofício de pároco, destacando que o pároco é o pastor próprio da paróquia que lhe foi confiada, exercendo o ministério de ensinar, santificar e governar, em comunhão com o Bispo diocesano. O texto também relembra o princípio da estabilidade do pároco, conforme o cânon 522, ainda que, por justa causa, possam ocorrer nomeações por tempo determinado, como previsto pela legislação complementar da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).
Diante das transferências atualmente realizadas, a Circular apresenta orientações baseadas no Código de Direito Canônico, especialmente no cânon 1747, que trata das disposições a serem observadas quando ocorre a remoção ou transferência de um pároco, sempre tendo como princípio maior a salvação das almas, lei suprema da Igreja.
Entre as determinações práticas, o documento orienta que sejam feitas as devidas atualizações e assinaturas nos livros paroquiais, como os de Batismo e Casamento, além da atualização do Livro de Tombo. Também deve ser elaborado um inventário completo dos bens da paróquia, incluindo imóveis, móveis, veículos, material sacro, documentos, contratos e convênios. A Circular solicita ainda a apresentação do relatório financeiro e contábil da paróquia e a realização de encontro com o Vigário Regional para o rito de passagem.
Ao final, a Arquidiocese expressa o desejo de que todo o processo de transferência aconteça em clima de cordialidade, tranquilidade e comunhão, tanto na Cúria quanto nas paróquias envolvidas. A Circular é assinada por Dom Josafá Menezes da Silva, Arcebispo Metropolitano de Aracaju, que reforça a importância de viver esse momento como parte do serviço pastoral confiado pela Igreja.
Leia na íntegra:
A Arquidiocese permanece à disposição para esclarecimentos e acompanhamento dos párocos e comunidades durante este período de transição.