A Arquidiocese de Aracaju deu mais um importante passo na consolidação da política de preservação dos bens culturais da Igreja. Em reunião realizada com representantes do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional em Sergipe (Iphan-SE), da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e das dioceses de Estância e Propriá, foram discutidas estratégias para ampliar a cooperação técnica e fortalecer ações de conservação e recuperação do patrimônio histórico e religioso de Sergipe.

O encontro reuniu integrantes da Comissão Arquidiocesana de Bens Culturais, representantes das três dioceses sergipanas e do Iphan, reafirmando o compromisso conjunto com a proteção de um dos mais importantes acervos históricos do estado.
Para o gestor de Patrimônio Histórico da Arquidiocese de Aracaju, Ricardo Moreira, a reunião marca uma nova etapa de integração entre as dioceses sergipanas.
“Essa reunião foi muito frutuosa em termos de província eclesiástica, não só para a Arquidiocese de Aracaju, mas também para as dioceses de Estância e Propriá. Nós temos um cinturão histórico relevante, de altíssima importância para o Estado de Sergipe. Tratamos, de forma pacífica e muito produtiva, de acordos de cooperação técnica entre as três entidades, junto ao Iphan, e coroamos esse trabalho com o apoio da CNBB em nível nacional.”
O superintendente do Iphan em Sergipe, Luiz Eduardo Alves de Oliva, destacou a mudança promovida pela Arquidiocese de Aracaju no cuidado com os bens culturais da Igreja e ressaltou a importância da parceria institucional.

“O Iphan se sente extremamente satisfeito com essa parceria com Dom Josafá. Ele mudou o quadro do comprometimento da Arquidiocese com esses bens ao criar uma comissão formada por excelentes técnicos, diretamente empenhados na preservação do patrimônio religioso, que também é patrimônio histórico. No Brasil, cerca de 40% dos bens tombados pertencem à Igreja Católica, e essa parceria já tem produzido grandes frutos, como a destinação de recursos federais para importantes obras de restauração, a exemplo do Convento São Francisco e da recuperação da Catedral Metropolitana de Aracaju.”
Segundo Luiz Eduardo, a presença da CNBB e das demais dioceses amplia ainda mais esse trabalho conjunto.
“A participação da Diocese de Estância, da Diocese de Propriá e da CNBB demonstra que esse compromisso está se fortalecendo em toda a Província Eclesiástica. Tenho certeza de que essa união produzirá resultados ainda maiores para a cultura sergipana e para o patrimônio histórico nacional.”
Representando a Diocese de Propriá, o ecônomo Padre Márcio Gonzaga ressaltou que o encontro proporcionou uma compreensão mais ampla sobre a responsabilidade da Igreja na preservação dos bens culturais.
“Foi muito importante porque nos deu uma visão muito mais ampla sobre a proteção dos patrimônios religiosos e históricos que temos em nossa diocese. Esses bens fazem parte da religiosidade, da fé e da história do nosso povo. Saímos daqui conscientes da necessidade de desenvolver um trabalho cada vez mais cuidadoso, tanto na conservação quanto na recuperação desse patrimônio.”
O assessor do Setor de Bens Culturais da CNBB, Padre Luciano da Silva, afirmou que a Conferência acompanha de perto iniciativas como a desenvolvida em Sergipe.

“É uma alegria poder contribuir com a caminhada da Igreja na Arquidiocese de Aracaju. Tivemos uma reunião muito produtiva com a Comissão de Bens Culturais e, juntamente com a Superintendência do Iphan em Sergipe, traçamos apontamentos importantes para futuras ações. Esse trabalho de gestão integrada dos bens culturais é fundamental para preservar a memória, a evangelização e a identidade da Igreja.”
O arcebispo metropolitano de Aracaju, Dom Josafá Menezes da Silva, destacou que cuidar do patrimônio histórico da Igreja é também preservar a memória da fé e da identidade do povo sergipano.

“Nossa missão é cuidar não apenas das pessoas, mas também da história que recebemos das gerações anteriores. Os templos, imagens, documentos e demais bens culturais são testemunhos vivos da fé do nosso povo e instrumentos de evangelização. Por isso, esta parceria com o Iphan, com a CNBB e com as dioceses de Estância e Propriá fortalece uma atuação conjunta em favor da preservação desse patrimônio que pertence à Igreja e, ao mesmo tempo, à sociedade brasileira.”
Representando a Diocese de Estância, o ecônomo Padre Ilmar enfatizou que a integração entre as dioceses permitirá avanços significativos na preservação dos bens históricos da região.
“Essa aproximação entre as dioceses é muito importante porque nos permite compartilhar experiências, conhecimento técnico e construir projetos em conjunto. Nossa Diocese de Estância possui um patrimônio histórico e religioso de grande valor, que precisa ser preservado para as futuras gerações. Saímos desta reunião motivados a fortalecer esse trabalho em comunhão com a Arquidiocese de Aracaju, a Diocese de Propriá, o Iphan e a CNBB.”
Ao final do encontro, ficou estabelecido o compromisso de ampliar a cooperação técnica entre as instituições, fortalecer a atuação da Comissão Arquidiocesana de Bens Culturais e desenvolver novos projetos de preservação, restauração e valorização do patrimônio histórico e artístico da Igreja em Sergipe, consolidando uma atuação integrada em toda a Província Eclesiástica.




